sábado, 24 de maio de 2008

POLITICA SEM TEOLOGIA É PURO NEGÓCIO

A saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente representa uma pesada perda de qualidade política do governo Lula. Por qualidade política entendo a competência do governante de manter a unidade dos contrários, contrários esses, inerentes a todo convívio social e democrático, que confere dinamismo e vida à sociedade. Marina Silva representava um pólo decisivo no governo e fundamental para uma política responsável pelo futuro da vida e da integridade do Planeta: o cuidado com o ambiente inteiro e com as condições ecológicas que garantem a vida em toda sua imensa diversidade. No outro pólo estão outros, em maior número, que perseguem um projeto, que nos remete ao século XIX, de crescimento material acelerado e a todo custo, sem considerar a mutação das consciências ocorrida no Brasil e no mundo face principalmente às perigosas transformações negativas do estado da Terra, ocasionadas, em grande parte, por aquele projeto. Missão do governante é ser um homem de síntese, capaz de articular os pólos e ter a sabedoria suficiente para decisões estratégicas, mesmo difíceis, que garantam o futuro de nossa existência neste pequeno Planeta. O atual presidente mostrou essa capacidade de síntese. Mas desta vez, parece-nos, se operou desastroso desequilíbrio. Com a ausência de Marina Silva, há o risco do pensamento único e da obsessão furiosa pelo crescimento fazendo crescer nossa dívida para com a natureza e as gerações futuras.

A ex-ministra Marina Silva mantinha tenaz coerência com a missão que se propôs de introduzir a partir de seu Ministério a transversalidade do cuidado ecológico em todas as instancias do poder, no esforço de conferir uma direção inovadora e à altura dos desafios contemporâneos ao desenvolvimento sócio-ambiental sustentável. Foi vista como obstáculo ao crescimento e como empecilho à modernização. E efetivamente era e precisava se-lo. Não é possível com tudo o que sabemos da história e da experiência recente continuar com o tipo de crescimento retrógrado que visa a acumulação à custa da devastação da natureza e do aprofundamento das desigualdades sociais. Há que se estigmatizar essa modernização conservadora e socialmente criadora de tantas vitimas no campo e nas cidades. As pressões contra a ministra vindas do interior do próprio governo e do exterior, de grupos poderosos ligados à pecuária e ao agronegócio solaparam a sustentação política e a viabilidade de seu trabalho, especialmente, com referência à preservação da floresta amazônica. Retirou-se do ministério pela porta da frente, com elevado espírito público e ético, protestando lealdade e fidelidade ao presidente.

Marina Silva era uma das reservas éticas do governo, uma referência de credibilidade para o Brasil e para o mundo. Mas ética era pouco para ela. Movia-a uma inspiração espiritual, de serviço à vida e de proteção a todo o Criado. Ela me faz lembrar a frase de um dos grandes pensadores da escola de Frankfurt que foi um rigoroso marxista e materialista: Max Horkheimer. No final de sua vida escreveu um instigante livro:"Saudade do totalmente Outro". Ai, como marxista e não como cristão, diz:"uma política, sem teologia, é puro negocio". E explicava:"teologia significa aqui, a consciência de que o mundo não é a verdade absoluta, que não é o fim; teologia é a esperança de que tudo não se acabe na injustiça que tanto marca o mundo, que a injustiça não detenha a última palavra". Estimo que Marina Silva mostrou em sua vida e prática a verdade desta sentença. Por isso todos lhe somos agradecidos e devedores.

Autor: Leonardo Boff, teólogo, escritor, professor emérito de ética da UERJ e membro da Comissão da Carta da Terra.

sábado, 17 de maio de 2008

REDE ATIVA NO AR

Os Jovens Agentes Ambientais estrearam o Programa Rede Ativa na COMVIDA FM. O programa vai ao ar todos os sábados das 15:00hs às 17:00hs. Os jovens Meire Lira, Landerson Moreira, Cláudio Brito, Gemima Vieira, Laudicélia Nascimento e Dâmares Damasceno são os produtores e apresentadores do Rede Ativa. O objetivo do programa é possibilitar aos jovens uma “experimentação” na comunicação social, nasce aí uma nova geração de comunicadores sociais em Rondon do Pará.

Os jovens escolhem a pauta do programa, fazem enquetes nas ruas, colhem informações sobre o que acontece na cidade, dão dicas de sites e segurança na internet e abrem espaço para ampla participação dos ouvintes em seus programas.

O programa de estréia (10/05) abordou o aniversário de 26 anos de Rondon do Pará e a enquete foi: “No aniversário de Rondon do Pará, que presente você dá para a cidade?”.

No programa de hoje (17/05), aproveitando o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, este foi o tema abordado, com a participação ao vivo dos ouvintes e da Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Os próximos temas escolhidos pelos jovens são:
- Consumo Sustentável
- A desvalorização da mulher em músicas e na mídia

A COMVIDA FM 104,9 acredita nesta geração de jovens comunicadores sociais que vai contra a corrente, e tem a coragem de abordar temas relevantes, dar voz para os ouvintes e expor suas opiniões.

CONFERENCIA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE FORTALECE O SISNAMA

A III Conferência Nacional do Meio Ambiente, que aconteceu nos dias 07 a 10 de maio, tendo como tema central "As mudanças climáticas globais", reuniu mais de 1.200 delegados de todas as partes do Brasil, que debateram o texto-base e ao final aprovaram cerca de 650 propostas na plenária final, concluida na madrugada do dia 11.

A programação e a metodologia desta Conferência inovaram em relação às demais, com a inclusão de Oficinas, Mostras de Vídeo e atividades paralelas aos tradicionais Grupos de Trabalho, demonstrando que é possível num evento desse porte conciliar discussão e definição de políticas públicas com capacitação e troca de experiências. Certamente as organizações não-governamentais, os movimentos sociais, os empreendedores e os setores governamentais representados nesta Conferência saem mais fortalecidos e encorajados a implementar ações de defesa do meio ambiente e de promoção do desenvolvimento sustentável.

O coordenador da COMVIDA Pr. Fidelis Paixão participou da III CNMA na qualidade de delegado representando o Município de Rondon do Pará e a região do Capim, tendo sido eleito por unanimidade no grupo regional durante a III Conferência Estadual do Meio Ambiente. Na avaliação de Fidelis nesta Conferência houve uma maior enfoque nas ações de descentralização da gestão ambiental, com fortalecimento dos Municípios como atores relevantes no SISNAMA - Sistema Nacional do Meio Ambiente.

A Oficina sobre Agenda 21 (foto ao lado) possibilitou aos participantes o conhecimento da metodologia. Surpreendeu aos organizadores o número de delegados interessados no tema. Foi uma das oficinas mais concorridas, segundo Fidelis Paixão. O que demonstra a necessidade dos Municípios e atores sociais locais encontrarem metodologias que gerem um ambiente favorável ao desenvolvimento econômico e social, com a consequente preservação e uso sustentável dos recursos naturais.


sábado, 26 de abril de 2008

TAPAUÁ É MAIS EMBAIXO

José R. Bessa Freire – 20/04/2008

Dona Lourdes Normando dava aula particular em sua casa, no Beco da Indústria, bairro de Aparecida, Manaus. Às sextas-feiras, dia desabatina, ela sapecava bolos de palmatória em quem errava a tabuada. Um dia, em 1955, na prova oral de geografia, perguntou: - "Seu Bessa-Freire, qual o rio que banha a cidade de Tapauá?". Era a primeira vez que eu ouvia falar em Tapauá nos meus sete anos de vida. Arrisquei: - "Rio Juruá". Rimava. Mas não era a solução. Ela, então, me fez copiar duzentas vezes a frase: "Tapuá fica no rio Purus". Fiquei com calos no dedo, mas nunca mais esqueci.

Lembrei do método de ensino da dona Lourdes nessa semana, quando li as declarações a O Globo do Comandante Militar da Amazônia, General Augusto Heleno. Ele aloprou. Criticou duramente o Governo, dizendo que a terra indígena RaposaSerra do Sol, em Roraima, demarcada por FHC em 1998 e homologada por Lula em 2005, constitui uma ameaça à soberania nacional, que "dar terras" aos índios em faixa de fronteira é uma ameaça à integridade nacional e blá-blá-blá, blé-blé-blé.

Foi apoiado pelo coronel Jarbas Passarinho, ex-ministro da Educação da ditadura militar, que na época, defendeu os acordos MEC/USAID, favoráveis à intervenção norte-americana na universidade brasileira. Mas agora, quando se trata de terra indígena, Passarinho vira 'nacionalista', fica macho pacas, e diz que Raposa Serra do Sol é uma "fronteira viva", ocupada por fazendas produtivas, que sua demarcação ameaça a integridade nacional e bli-bli-bli, blo-blo-bló.

O chefe do Estado Maior do Leste, general Mário Madureira, vê fantasmas e com eles o risco de os índios solicitarem a separação dessas terras do Brasil, como em Kosovo, e blo-blo-bló. O Clube da Aeronáutica publicou comunicado, subversivo e insolente, intitulado "Não recue, general Heleno", onde lhe manifestou seu apoio "até às últimas conseqüências" e mandou recado a Lula: "Não se atreva, presidente, a tentar negar o sagrado dever de defender a soberania e a integridade do Estado brasileiro". E blu-blu-blu.

No plano político, a oposição aproveitou. O presidente nacional do DEM (vixe, vixe!), deputado Rodrigo Maia, o 'porquinho', divulgou nota. Nela diz que seu partido, órfão da ditadura militar, é contra a demarcação e blá-blá-blá,ble-blé-blé, bli-bli-bli. O líder do PSDB, Arthur Neto, mais discreto, discordou que um militar da ativa fizesse pronunciamento de caráter político, o que é um gesto de insubordinação, mas concordou com o conteúdo do discurso.

Até o deputado Aldo Rebelo (PCdoB) cometeu um artigo, no qual escreve que "a demarcação contínua da reserva Raposa Serra do Sol foi um erro geopolítico do Estado brasileiro". Jura que "chegamos ao paroxismo de tuxauas barrarem a circulação de generais do Exército em faixa de fronteira". Termina, elogiando os bandeirantes, o esquadrão da morte anti-indígena e bló-bló-bló,blu-blu-blu. Os mortos da guerrilha do Araguaia tremeram em seus túmulos: "Foi para isso que morremos?".

O próprio Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão inusitada, suspendeu a operação de retirada dos grileiros, ocupantes ilegais das terras indígenas, que resistem, armados, a uma ordem judicial. A partir daí, O Globo lançou campanha histérica de desinformação, berrando em manchetes que os índios querem decepar o Brasil. O editorial "Sandice Indígena" pontificou que "dar aos índios aquelas extensões de terras" é injustificável, porque significa a "desestabilização da agricultura local".

Todos esses "defensores da Pátria" falam em "dar terras", mas ninguém "deu terras" aos índios. A Constituição apenas reconheceu o direito de os índios usufruírem os territórios que ocupam milenarmente e que são propriedade da União. Eu disse: DA UNIÃO. Os índios não podem vender as terras, nem podem dá-las como garantia para uma transação comercial, porque elas não lhes pertencem, são propriedades da União, quer dizer, de todos nós. Um fazendeiro, sim, pode vender suas terras a estrangeiros e impedir a entrada do exército, porque afinal a propriedade privada é sua. Os índios não. Acontece que as oligarquias, aves de rapina, acham que o que é público lhes pertence, interpretam que podem se apropriar dos espaços públicos.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, desmenti Aldo Rebelo. Nenhum general – imagina! - pode ser impedido de exercer suas funções constitucionais em terras indígenas, porque elas pertencem ao Brasil. Falei que já existem bases militares dentro de todas as terras indígenas de faixa defronteira, que muitos índios servem o Exército como soldados, que apesar dos jarbas e dos passarinhos, os índios se sentem também brasileiros. Contei que assisti jogo da Copa do Mundo numa maloca indígena, em tv alimentada por bateria de carro, e que os índios vibravam com os gols da nossa seleção.

- Como é que algumas centenas de índios, que amam o Brasil, armados de arco e flecha, podem ameaçar a soberania nacional? – perguntei ao radialista. Ele retrucou que alguns militares achavam que potências estrangeiras podiam manipular os índios (os fazendeiros não). Ponderei que, nesse caso, – hipotético - os militares deviam concentrar seu fogo contra essas potências - hipotéticas - e não contra índios indefesos, de carne e osso, e que, para isso, eu confiava nas Forças Armadas, que nos deu Rondon, corajoso, sensível e inteligente, defensor dos índios. Não existe nenhum argumento consistente que justifique expulsar os índios de suas terras. Por isso, o blá-blé-bli-bló -blu não se sustenta.

Por trás dessa orquestração, o que existe mesmo é a defesa de interesses particulares e não nacionais. Estão tentando confundir a opinião pública para justificar a usurpação de terras. Exigir que terras indígenas sejam – aí sim –"dadas" a fazendeiros significa privatizá-las, ou seja, entregar a alguns indivíduos as terras que nos pertencem. Guardiões das terras da União, os índios constituem uma garantia da soberania nacional, da biodiversidade e da sociodiversidade. Por que o usufruto pelos índios de terras que ocupam milenarmente ameaçariam a soberania nacional, e não assim a propriedade privada de fazendeiros, que inclusive possuem armas e poder de fogo?

Não foi FHC nem Lula que "deram" terras aos índios. Foi a Constituição de 1988 que reconheceu os direitos indígenas sobre as terras da União. Não é uma política de governo, é uma política de Estado. Rebelar-se contra isso é afrontar a lei maior do país. A lei existe para ser respeitada por todos, do contrário, vira bang-bang, faroeste, como aliás já está acontecendo em Roraima. Quatro arrozeiros se armam e desobedecem uma decisão que cumpriu todos os requisitos legais, num ato jurídico perfeito. O STF, ao recuar, estimula os grupos que reagem com violência contra a lei, quando ela fere seus interesses. Quem gritar mais alto, leva?

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, que chamou o general Heleno na catraca, declarou: "a questão está superada". Superada é uma ova! Precisamos berrar a plenos pulmões que o que estão dizendo não é verdade: Tapauá não fica no Juruá. Não sepode desinformar, impunemente, as pessoas.

Proponho aplicar, sem a palmatória, o método da dona Lourdes, obrigando todos aqueles que confundem a opinião pública a escrever mil vezes a frase: "as terras indígenas pertencem à União e não ferem a soberania nacional, as terras indígenas pertencem à União e não ferem a soberania nacional". Criarão calos nos dedos, mas ficarão convencidos, se agem de boa-fé, daquilo que nós já sabemos: que Tapauá é mais embaixo.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

COMVIDA Na Expedição do Redescobrimento do Brasil

Para conhecer e se fazer conhecer o Brasil que poucos brasileiros conhecem...

A COMVIDA esteve presente no Encontro Norte da Expedição do Redescobrimento do Brasil, nos dias 09 e 10 de abril em Belém do Pará. Este encontro é uma ação do "Brasil Memória em Rede", projeto do Museu da Pessoa, que visa montar uma rede nacional de memória social. O objetivo da Expedição é propiciar a troca de experiências entre as iniciativas de memória de todo o país, promovendo, para isso, encontros, círculos de histórias e sistematização de metodologias.
A Expedição do Redescobrimento do Brasil Por meio da aproximação destas iniciativas, busca também dar maior visibilidade às suas ações, contribuindo para o fortalecimento, preservação e valorização de grupos sociais, culturas e comunidades, fomentando o diálogo entre produtores, articuladores e usuários de conteúdos de memória que democratizam o uso e a prática da memória histórica do país.

A programação foi dinâmica, prazerosa e propiciou aprendizado e partilha. Entramos em contato com a história de vida uns dos outros, podendo assim, enxergar-nos através da história de vidas dos participantes bem como a história de suas instituições. Foi tempo de pensar e repensar: “Como registrar a memória e a história de vida das pessoas?”.

Os participantes comprometeram-se em entrar na rede e fortalecer em seus municípios ações de registro de memória.
O Ponto de Cultura COMVIDA, tendo à frente a monitora de educomunicação Marcilene Almeida, já começou suas atividades de fomento da "memória' para redescobrir Rondon do Pará e apresentá-la ao mundo. Dia 16 de abril, Dia Internacional de Histórias de Vida, desenvolvemos uma ação junto aos alunos do curso Jovens Agentes Ambientais. Na tarde de quarta-feira fizemos um apresentação do tema, como também do Museu da Pessoa, em um segundo momento 03 grupos construíram suas histórias de vida utilizando recortes de jornais e revistas, gravuras, etc. Os alunos, individualmente, contaram suas histórias de vida em seus grupos. O grupo escolheu um integrante para partilhar com todos as semelhanças e diferenças de suas histórias. Após essa apresentação foi aberto o espaço para que quem desejasse, apresentasse sua história de vida para a turma. Os alunos foram unânimes em dizer que o registro da memória e a partilha das histórias de vida são importantes para construirmos nossa própria história e 4 alunos se prontificaram em voluntariamente participarem das ações promovidas pela COMVIDA sobre essa temática.



Na partilha do dia-a-dia

Pequenas coisas

Gestos singelos

Cotidiano

Supresas... vivência... experiência

Histórias a contar

Descobertas...

... Jovens... futuro e memória.

- - -

quinta-feira, 17 de abril de 2008

RONDON DO PARÁ CONSOLIDA DESCENTRALIZAÇÃO DA GESTÃO AMBIENTAL

Rondon do Pará é o 12º entre os 143 Municípios do Estado a pactuarem com o Governo do Estado a descentralização da gestão ambiental. A partir de agora o Município está apto a licenciar e fiscalizar até 44 tipos de empreendimentos com impacto ambiental local. O Convênio entre a Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo (SECMA) e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA) foi assinado no sábado, 12 de abril, com a presença do secretário estadual, Walmir Ortega, durante o Seminário “Reflorestamento e Alternativas para o Desenvolvimento Sustentável da Região BR-222”.

O processo de consolidação do sistema municipal do meio ambiente se iniciou em 2004 quando o Município conveniou com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) visando executar o “Projeto de fortalecimento da gestão ambiental municipal”. Com essa iniciativa, somada à realização da Agenda 21 Local, também com apoio do MMA/FNMA, Rondon do Pará pretende se tornar numa referência na mobilização dos diversos setores locais por novo modelo de desenvolvimento sustentável, rompendo ao ciclo da exploração irracional dos recursos naturais e concentração das riquezas.

A SECMA, instalada em abril 2006 tem realizado atividades de educação ambiental na comunidade, qualificado a equipe técnica responsável pela gestão ambiental e está cadastrando os empreendimentos passíveis do licenciamento ambiental. No início de 2008 os instrumentos jurídicos ambientais municipais foram reavaliados, com a reelaboração da Lei Ambiental Municipal e elaboração da Lei de Taxas Ambientais Municipais, ambas adequadas às dinâmicas e características locais e regionais, um passo importante para tornar viável a execução dos futuros licenciamentos. O desafio agora é realizar o Plano Municipal de Intervenção em Áreas Alteradas, o que acontecerá com apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER).

No momento, a equipe da SECMA está elaborando os Termos de Referência que irão orientar o licenciamento dos empreendimentos, facilitando o procedimento e tornando transparente o procedimento. O Município deverá licenciar atividades como: beneficiamento, moagem, torrefação e produção de alimentos e produtos afins; carvoaria (com até 30 fornos); extração de minerais de classe II; fabricação artesanal de produtos farmacêuticos e de perfumaria; gráfica; laticínio; movelaria, carpintaria, tornearia; olaria; panificadora e padaria; piscicultura; serralheria, vidraçaria; bares com aparelhagem de som, casas noturnas; depósito e/ou venda de produtos agropecuários; estância de comércio de madeiras e afins; ferro-velho, sucatas, metais; marmoraria; posto de gasolina (com até 5 bombas); venda e troca de lubrificantes e derivados de petróleo; abate de animais; dedetização, desinfecção, desratização; depósito de gás; lava-jato; limpa-fossa; oficina, auto-elétrica e retífica de bicicletas, motos e automóveis; entre outros tipos de empreendimentos.

A participação popular na gestão ambiental se dá através do Conselho Municipal do Meio Ambiente (CONSEMA) e do Conselho Gestor do Fundo Municipal de Defesa do Meio Ambiente, espaços que estão sendo reestruturados e fortalecidos, com o envolvimento das organizações da sociedade civil local. Dessa forma, o Município passa a integrar de forma plena o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA).


SECMA – Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente de Rondon do Pará
Fidelis Paixão – secretário Municipal
Rua Duque de Caxias, 38 – Centro – Rondon do Pará – PA
Fone/fax: (94) 3326 3958 ou 4141
E-mail: agenda21rondon@yahoo.com.br